Cachoeira Pegada do Gigante em Santo Aleixo – Magé

Magé, uma das primeiras cidades da Baixada Fluminense, abriga muitas cachoeiras maravilhosas como a Véu da Noiva. Com boa parte do seu território constituído de Mata Atlântica preservada, o município é um dos últimos refúgios da biodiversidade e com muito potencial para o ecoturismo.

Neste post vamos falar sobre a cachoeira Pegada do Gigante. Uma cachoeira linda, que mais parece um resort natural em plena Mata Atlântica.

Índice do post

Como é a Cachoeira Pegada do Gigante

A Cachoeira Pegada do Gigante tem esse nome peculiar por conta de uma curiosa formação rochosa que se assemelha à pegada de um gigante, despertando a imaginação de todos que a visitam.

Na verdade, a Pegada do Gigante é um aglomerado de poços de diferentes formatos e muito bonitos, sendo um deles semelhante a um pé bem grande. Esses poços fazem parte do fluxo do Rio do Pico, de águas cristalinas esverdeadas, características da região.

Como chegar na trilha

Existem pelo menos duas formas de chegar à cachoeira: uma pela rua Manoel dos Santos Pereira, beirando o Rio do Pico e com trajeto mais residencial; e outra pela rua Capitão Antero, passando por trechos cobertos pelas árvores. O relato deste post é seguindo a trilha pela rua Capitão Antero.

Pela BR 116, Rio-Teresópolis, pegue a saída para Santo Aleixo e vá seguindo a estrada Adam Blumer até encontrar a rua Otto Linch Bezerra de Melo. Mais à frente você encontra a rua Malvino Ferreira de Andrade e, em seguida, a Capitão Antero. Essa já é a rua onde começa a trilha.

Você pode conferir o mapa de localização da cachoeira Pegada do Gigante neste link.

Se você for de carro ou moto, é possível encontrar alguns estacionamentos pagos subindo a rua Capitão Antero. Esta rua dá acesso a diversos poços muito frequentados. Então você também vai encontrar alguns bares e restaurantes – a maioria muito lotados aos fins de semana.

Como é a trilha até a Pegada do Gigante

A trilha até a cachoeira Pegada do Gigante é um passeio no bosque. Uma trilha de fácil orientação, com pouca exposição e de elevação mediana para fácil. A subida é constante, mas nada exigente.

No início da trilha, o ambiente é de algumas construções: casas, bares, restaurantes, pousadas. E de maior exposição ao tempo. Mas à medida que você avança, vai notando maior presença de árvores e mata nativa.

Essa região é uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural). Ou seja, é uma Unidade de Conservação criada em propriedade privada onde o proprietário assume o compromisso com a conservação da natureza. Então faça sua parte e cause o mínimo de impacto possível (faça pouco barulho, leve seu lixo de volta – inclusive orgânico – não tire nada do lugar).

Em aproximadamente 25 minutos de caminhada, você vai encontrar uma bifurcação. Seguindo em frente, você segue em direção à cachoeira dos Monjolos. Virando à esquerda, seguimos para a Pegada do Gigante.

Bifurcação no início da trilha Pegada do Gigante
Primeira bifurcação da trilha: para seguir para a Pegada do Gigante, vire à esquerda.

Assim que você seguir pela esquerda, você vai passar por uma ponte e se deparar com uma antiga portaria do Clube de Sargentos da Marinha. O clube já não existe mais. No lugar, agora é um condomínio de casas. Então seja respeitoso e siga sem incomodar os moradores.

Continuando na trilha, 1 km depois da portaria, você vai se deparar com uma bifurcação aos pés de uma torre de energia. Siga em frente.

Um pouquinho mais à frente, existe uma última bifurcação quase escondida. Você vai precisar sair do caminho principal por volta de 400 metros depois da torre de energia. Então fique atento(a).

Passada esta última bifurcação, você estará no trecho final. É um trecho só de descida. Você estará a poucos minutos da cachoeira. Basta seguir a trilha bem marcada (não tem sinalização, só o caminho bem marcado da trilha).

Assim que você avistar uma mesa e alguns bancos de concreto, comemore. Você chegou nos poços da cachoeira Pegada do Gigante.

É possível seguir a trilha até a cachoeira Pegada do Gigante seguindo o Google Maps. O links está aqui.

Fotos da cachoeira Pegada do Gigante

No dia em que fui na Pegada do Gigante, a vazão do rio estava mais fraca do que o habitual, pois fazia dias que não chovia. Ainda assim, a cachoeira, os poços… tudo ali é muito bonito. Foi um passeio muito maravilhoso.

Dicas

Como na maioria das cachoeiras, aos fins de semana, em especial nos domingos, o lugar fica cheio. Muito cheio. Se puder, evite ir aos domingos.

Se você estiver com tempo, disposição e com vontade de explorar um pouco mais a área, visite também a Cachoeira dos Monjolos. É perto e fácil de chegar – mas costuma ficar mais cheia do que a Pegada do Gigante.

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SOBRE O AUTOR

Diego Fernandes

Diego paga os boletos com a Agência Xadrez, onde é diretor de negócios. Mas onde ele vive plenamente é na montanha, no mato, na Serra do Vulcão – onde ele mora.

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Respostas de 6

  1. Bonita mas perigosa, existem vários casos de tromba d’água. Principalmente no verão. Evitar dias em que há nuvens nas serras.
    Assim como alguns casos de mordida de cobras. Evitar andar sem olhar pro chão nas trilhas. O serviço de saúde local não dispõe de soro para tal fim.

  2. Muito lindo mesmo um dia quero conhecer muito maravilhoso esse lugar as coisa construída por Deus muitos Aida não sabem desa lindeza

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